A baixa votação que reconduziu Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República, na quarta-feira (12), foi interpretada como um recado ao presidente Lula (PT) de que não é a melhor hora para indicar o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato preferido do Senado é outro, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Gonet foi reconduzido por uma diferença de apenas quatro votos — são necessários 41 para aprovação. Em 2023, o procurador havia recebido 20 votos a mais. Assim como Gonet, Messias terá de ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário do Senado.
Um parlamentar da base do governo disse ao Bastidor que, neste momento, é “impossível” que Messias seja aprovado. Senadores da base afirmam que ainda é preciso convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a apoiar a escolha. Parte da oposição afirma que há resistência a Messias na própria base do governo.
Assim como Alcolumbre e lideranças do Senado, parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal também prefere Rodrigo Pacheco, considerado mais sólido juridicamente que Messias e com uma experiência política que pode ser valiosa ao tribunal a partir de 2027.
No mês passado, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, recebeu a missão de preparar o terreno para a consolidação da indicação de Messias. A ideia de indicar Messias rapidamente foi deixada de lado, à medida que o governo percebeu a resistência no Senado.
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