Os últimos trackings das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro, desta sexta-feira (23), mantêm o senador à frente do petista por pelo menos dois pontos percentuais. Pesquisas internas do PT nos últimos dias chegaram a dar Lula um ponto atrás do candidato do PL, mas a margem voltou a se alargar hoje.
Internamente, como mostrou o Bastidor, a campanha petista considera a virada improvável. O discurso público, contudo, é o de aposta na virada com o objetivo de manter os eleitores engajados. Nesta sexta, horas antes do último debate da TV Globo, o grupo de WhatsApp “Exército do Lula”, liderado pelo deputado André Janones, chegou a 10 milhões de membros.
Só como comparação, um grupo no aplicativo de aliados e apoiadores de Flávio tem 2,1 milhões. A campanha do candidato do PL também tem um discurso interno que difere do público. A eleição é tratada como praticamente resolvida, com chance quase nula de virada. Usam os números dos trackings que têm em mãos e das pesquisas de diferentes institutos. Nenhuma, no segundo turno, apareceu com Lula à frente. Para a militância, a ordem é seguir engajada.
Os mais otimistas no PT esperavam que Lula chegasse com números idênticos aos de Flávio a esta altura. O Datafolha, divulgado na quinta-feira (22), colocou o petista em empate técnico com Flávio nos votos válidos. Sem arredondamento, o senador tinha 50,47% e o petista, 49,53%.
Os mais realistas da campanha, incluindo o próprio Lula, tratam o cenário como praticamente irreversível.