Tratado como favorito a suceder a Arthur Lira na Presidência da Câmara, Elmar Nascimento viu em poucos dias o seu prestígio declinar. Nesta quarta-feira (11), Lira anunciou a deputados que vai apoiar Hugo Motta para o comando da casa.
Não foi uma surpresa. Motta, como chegou a noticiar o Bastidor em março, sempre foi uma carta na manga do presidente da Câmara. O plano sempre foi alçá-lo à condição de candidato caso Elmar não superasse a resistência que viria do Palácio do Planalto.
A entrada de Motta no jogo praticamente sepultou a candidatura de Elmar. Ambos têm relação próxima com Lira e gozam de sua confiança, mas só um deles não contava com a antipatia de lideranças do PT.
Pesou ainda em favor de Motta e contra Elmar a articulação que envolveu o senador Ciro Nogueira, o governador Tarcísio de Freitas, o ministro Rui Costa e o próprio Lira.
Ainda não está confirmada, mas já é esperada a desistência de Elmar da corrida pela presidência da Câmara. Apoiará o colega Antônio Brito, que hoje é visto por muitos deputados que resistem a votar em Motta como mais competitivo.
Aliados de Elmar dizem que o deputado segue no jogo. Encontrou com ministros do governo Lula, fechou um acordo com Brito e vai conversar com o presidente da República. Tenta uma reviravolta improvável diante da perda de apoio do seu principal fiador: Lira.

