O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), rejeitou a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) para o cargo de líder da minoria.

A decisão, publicada nesta terça-feira (23) no Diário Oficial da União, ocorre um dia depois de a Procuradoria-Geral da República denunciar Eduardo pelo crime de coação, devido ao lobby feito por ele nos Estados Unidos para que o governo Trump aplique sanções ao Brasil e a autoridades brasileiras envolvidas no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Motta seguiu recomendação da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara. O parecer aponta que “a ausência física do parlamentar do país o impede de exercer prerrogativas e deveres essenciais à liderança, tornando seu exercício meramente simbólico e em desacordo com as normas regimentais”.

A indicação de Eduardo para o posto foi feita no dia 16. A então líder da minoria, Caroline de Toni (PL), renunciou ao cargo. A oposição pretendia com a manobra evitar que Eduardo seja cassado por faltas.

Com a denuncia da PGR e sem a liderança da minoria, Eduardo pode ser cassado. O procurador Paulo Gonet diz que Eduardo e Paulo Figueiredo ameaçam “as autoridades judiciárias e de outros Poderes com a promessa de que conseguiriam de autoridades norte-americanas sanções dispostas para dificultar e arruinar suas vidas civis, mesmo no Brasil, se o processo criminal não tivesse o fim que desejavam ou se a anistia”.

Ontem, o governo dos Estados Unidos sancionou Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Mores.

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