Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou, nesta quinta-feira (26), a federação entre o União Brasil e Progressistas. Pelos próximos quatro anos, os dois partidos deverão atuar em conjunto em decisões, coligações e votações nas três esferas de poder. Nesse período, serão chamados de União Progressista.
A formalização do bloco ocorre em meio à revelação de que líderes dos dois partidos mantinham relações próximas com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, é citado em mensagens do banqueiro, que o classificou como “grande amigo da vida”.
No União Brasil, as ligações mais importantes são do presidente da legenda, Antônio Rueda, e do vice, ACM Neto. O escritório de advocacia de Rueda manteve um contrato com o Master. Os valores da remuneração não são conhecidos. ACM Neto recebeu 3,6 milhões de reais do banco e da Reag Investimentos, parceira do Master, segundo relatório do Coaf. Ele afirma que prestou serviços de consultoria.
A federação foi anunciada pelos dois partidos em abril do ano passado. Em setembro, as lideranças anunciaram o desembarque da base de apoio do governo Lula e obrigaram parte dos integrantes a entregar cargos.
No final das contas, a ordem valeu apenas para alguns. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve seus indicados no governo. No Ministério do Turismo, Celso Sabino foi trocado por Gustavo Feliciano, filho do deputado Damião Feliciano, também filiado ao União Brasil. O ministro dos Esportes, André Fufuca, foi ameaçado, mas se manteve no posto.

