O Partido Liberal decidiu adiar qualquer definição sobre uma aliança com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, para a disputa de uma vaga ao Senado no Piauí, após a quinta fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal. 

Até a semana passada, Ciro era tratado como principal aliado do PL para a busca pelas duas vagas ao Senado. Após a operação, integrantes do PL passaram a defender que o partido espere os desdobramentos do caso antes de avançar em uma composição eleitoral. Atualmente, a legenda tem como pré-candidato a uma das duas vagas o presidente estadual do partido no Piauí, Tiago Junqueira.

No momento, o PL evita incluir o senador na chapa e o define apenas como “parceiro”. A divergência também alcança a disputa pelo governo do estado. O partido mantém Toni Rodrigues como pré-candidato, enquanto o Progressistas trabalha pelo nome de Joel Rodrigues. POr causa da operação que atingiu Ciro, o diretório estadual do PP cancelou o anúncio que faria na quinta-feira (7) sobre a formação da chapa para a eleição estadual.

Fonte ouvida pelo O Bastidor afirmou que dirigentes do PL e Ciro Nogueira costumam manter conversas mensais sobre alianças políticas. Segundo ela, ainda não houve reunião neste mês, mas os dois partidos mantêm a ideia de construir um palanque de oposição ao PT no Piauí. 

No entanto, no início deste ano, já sob as consequências do caso Master e suspeitas de proximidade com Daniel Vorcaro, Ciro mudou de postura: deixou de atacar o governo Lula e tentou abrir diálogo com o PT. A articulação não prosperou, pois o partido já fechou apoio à reeleição do senador Marcelo Castro, do MDB, e à candidatura do deputado federal Júlio César, do PSD.

Para conter o desgaste político, o PP prepara uma campanha pró-Ciro nas redes sociais,enquanto o senador se defende sob o tradicional argumento da “perseguição política” em ano eleitoral.