O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (9) a soltura do deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O parlamentar do União Brasil estava preso desde a semana passada, quando foi alvo da operação Unha e Carne.
Na decisão, Moraes determina o afastamento de Bacellar da Presidência da Alerj. Ele terá de usar tornozeleira eletrônica, estar em casa em horários determinados, entregar passaportes e está proibido de manter contato com outros investigados.
Bacellar é suspeito de ter vazado informações relacionadas a outra operação policial ao então TH Joias. Segundo a Polícia Federal, o presidente ajudou o parlamentar a esconder provas que o ligariam a um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho.
Apesar das acusações contra Bacellar, a Alerj decidiu revogar a ordem de prisão de Moraes, em sessão realizada na segunda-feira (8). Foram 42 votos a favor da soltura e apenas 21 contrários. Houve ainda duas abstenções. Três deputados faltaram e um está licenciado.
Pela manhã, a CPI do Crime Organizado, no Senado, aprovou um requerimento de convocação de Bacellar. O depoimento dele ainda não foi marcado, mas deverá receber tratamento especial, já que o deputado está proibido de sair do Rio de Janeiro, sem autorização direta de Moraes.

