O plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro revogou nesta segunda-feira (8) a prisão preventiva do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Ele foi preso pela Polícia Federal após vazar informações de outra operação que mirou o ex-deputado estadual TH Joias, preso em setembro por ligação ao Comando Vermelho.
Dos 65 votos, 42 foram favoráveis para soltura e 21 votaram contrários à soltura de Bacellar, sendo maioria de deputados da oposição ao governo Cláudio de Castro (PL). Houve ainda quatro abstenções. Agora, a Alerj comunicará a decisão ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que poderá decidir pela soltura com medidas cautelares.
Um ponto controverso na decisão de Moraes motivou discussão entre os deputados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj: o ministro determinou o afastamento de Bacellar da presidência, mas não especificou se a medida estaria condicionada à prisão preventiva. No fim, ficou estabelecido que essa questão será definida por Moraes.
Os deputados não tiveram acesso integral as investigações da PF sobre Bacellar, o que gerou críticas entre deputados aliados do presidente da Alerj. Segundo pessoas ligadas ao inquérito, as apurações mencionam nomes de outras autoridades e a divulgação atrapalharia as investigações.
O Bastidor tenta contato com a defesa de Bacellar.

