O PL ainda não escolheu quem vai disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro. A decisão deveria ter saído na sexta-feira(10), mas o candidato do partido à Presidência, Flávio Bolsonaro, adiou a resposta e não deu nova data. Ele já tinha ido ao Rio, no dia 2 de julho, para fechar o nome, mas voltou para Brasília sem decisão. As convenções partidárias começam na segunda-feira (20).
Inicialmente, os candidatos ao Senado no Rio, que apoiariam Flávio Bolsonaro, seriam o ex-governador Cláudio Castro, do próprio PL, e o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, do aliado União Brasil. Mas os dois caíram em operações da Polícia Federal.
Castro desistiu depois de duas operações em menos de duas semanas: uma investiga suspeita de favorecimento à Refinaria de Manguinhos, a outra apura investimentos bilionários do Rioprevidência em ativos ligados ao Banco Master.
Canella foi preso na semana passada durante a Operação Unha e Carne, que apura lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustível, porque tinha um fuzil no carro. Canella foi solto no domingo (12) por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mas o União Brasil já trabalha o nome de Felipe Curi para substituí-lo.
O PL cogita três nomes para a vaga de Castro, os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho. Portinho já estava decidido a concorrer a uma vaga de deputado federal, mas a saída de Castro o incentivou a tentar a reeleição ao Senado.
Sóstenes, porém, está fora disputa. Desistiu do Senado e tentará manter-se na Câmara em meio a duas investigações da Polícia Federal. Uma é a Operação Rent a Car, que apura desvio de recursos da cota parlamentar por meio de uma locadora de veículos usada, segundo a PF, como fachada, e já resultou na apreensão de 430 mil reais em espécie de Sóstenes. Na outra, ele é suspeito de indicar emendas parlamentares para beneficiar o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Com Sóstenes fora, a disputa pela vaga do PL ficou restrita a Jordy e Portinho.
A demora, no entanto, tem incomodado os dois lados. Sem saber qual cargo vão disputar, Jordy e Portinho não conseguem avançar em pontos essenciais, como estratégia de marketing e aproximação com o eleitorado a um mês do início oficial da campanha.

