Auxiliares de Jair Bolsonaro alertaram o presidente sobre a aproximação de militares da campanha de Sergio Moro.
Atribuem ao movimento a resposta de Antonio Barra Torres, assinando sua nota como contra-almirante e Marinha do Brasil, e a decisão do comandante do Exército, general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, de proibir que seus comandados espalhem fake news sobre vacina e determinando a vacinação da tropa.
No primeiro caso, Bolsonaro respondeu considerando a nota de Torres como exagerada e voltando a jogar suspeitas sobre a Anvisa, sem personalizar. No segundo caso, o presidente, que cobrou explicações do comandante, ouviu o general e considerou suficiente.
A avaliação dos auxiliares presidenciais é de que, embora entre Lula e Bolsonaro as Forças fiquem com o presidente, melhor que ele não tencione com os militares. Dizem que garantir a manutenção da proximidade é o melhor para o governo.
Ex-ministro de Bolsonaro, o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, filiado ao Podemos, é o responsável por promover a aproximação de Moro à caserna. O próprio vice-presidente, também general da reserva, Hamilton Mourão, chegou a encontrar o pré-candidato.

