O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A saída era prevista. Durante a semana, membros da cúpula da pasta foram remanejados para a chegada do substituto, que ainda não foi anunciado.

Na carta, Lewandowski afirma que deixa o ministério por razões pessoais, mas cita “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das quais passamos”, para justificar o desempenho de sua gestão.

Lewandowski chegou ao cargo no dia 1º de fevereiro de 2024 em substituição a Flávio Dino, alçado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga de Rosa Weber. Antes, foi ministro do Supremo por 17 anos. No período entre a aposentadoria do STF e a nomeação ao Ministério, foi consultor do Banco Master, hoje em processo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central desde novembro.

Lewandowski foi escolhido, entre outras razões, para ajudar a melhorar o diálogo do governo com o STF. No Congresso, contudo, não conseguiu avançar na agenda da segurança pública, a maior preocupação dos brasileiros hoje. A PEC da Segurança foi combatida por governadores e parlamentares da oposição.

Com sua saída, o presidente Lula vai recriar o Ministério de Segurança Pública após a aprovação da PEC no Senado. O novo ministério ficará com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.