Ao contrário de Lula, Jair Bolsonaro pouco se preparou para o debate da Globo nesta sexta-feira, 28. De modo geral, o presidente ouve orientações e recebe algumas colas e, no estúdio, fica ligado nas indicações de seu filho Carlos.

Para o programa da Globo, porém, ele recebeu uma orientação específica, inclusive de seu filho zero dois: de não citar a morte de dona Marisa, como fez no debate da Band ao afirmar que Lula “fez discurso em cima do caixão da esposa”.

É puro pragmatismo. Pesquisas qualitativas indicam que a fala foi a que mais desagradou eleitores indecisos: eles a consideraram “insensível”, “desnecessária” e “desumana”. Lula não respondeu ao ataque.

Um auxiliar de Bolsonaro disse ao presidente que o petista tem sido polido ao não citar seus filhos, mesmo quando fala do escândalo das rachadinhas. Flávio e Carlos são investigados por esquema ilegal de recolhimento de parte ou de todo salário dos funcionários de seus gabinetes, alguns deles fantasmas.