A Advocacia do Senado pediu ao Supremo Tribunal Federal que a Polícia Federal use os apontamentos do relatório final da CPI da Pandemia para investigar os casos levantados pelos parlamentares. É uma estratégia para contornar a Procuradoria Geral da República.

No início da semana, a vice-procuradora-geral, Lindôra Araújo, pediu ao Supremo o arquivamento de dez pré-apurações – muitas delas com Jair Bolsonaro entre os alvos -decorrentes do relatório final da da CPI.

A Advocacia representa um grupo de sete senadores que participaram da CPI, que já foi encerrada. Numa resposta às manifestações de Lindôra enviada ao Supremo na quinta-feira, 28, a advocacia afirma que “raramente” viu tamanho esforço da Procuradoria-Geral da República para não investigar, chegando a “minimizar em certos pontos até mais que as próprias defesas dos investigados”.

O Bastidor mostrou que o procurador-geral da República, Augusto Aras, e Lindôra fizeram o possível para evitar investigar bolsonaristas e o presidente da República por desmandos no combate à pandemia.