O empresário Sidney Oliveira, fundador da rede Ultrafarma, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por corrupção ativa, em um esquema em pagava propina a auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo para receber créditos tributários. A denúncia decorre da Operação Ícaro, deflagrada em 12 agosto de 2025.
O ex-auditor fiscal Arthur Gomes da Silva, que possibilitou o esquema e está preso desde agosto, foi denunciado por corrupção ativa. Também foram denunciados o ex-auditor fiscal Alberto Toshio Murakami, que está foragido, e outras quatro pessoas foram denunciadas.
Segundo a acusação, entre 2021 e 2025 a empresa de Oliveira pagava aos auditores para destravar e inflar pedidos de ressarcimento de ICMS pelo sistema de substituição tributária. A investigação aponta que Oliveira tinha conhecimento do esquema, que gerou mais de 327 milhões de reais em ressarcimento indevido à Ultrafarma.
Na prática, os pedidos de ressarcimento do imposto eram preparados por pessoas ligadas ao auditor Arthur Gomes da Silva, o que não apenas facilitava sua aprovação, como fazia isso em prazo curto para os padrões. Depois, Oliveira vendia esses créditos no mercado, transformando imposto indevido em dinheiro.
Oliveira foi ser preso no início da investigação e acabou solto três dias depois, em decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que até o livrou de pagar a fiança de 25 milhões de reais.
Procurados para comentar a denúncia, a Ultrafarma e Sidney Oliveira não responderam.

