O Tribunal de Justiça de São Paulo livrou o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, de ter de pagar uma fiança de 25 milhões de reais. A quantia havia sido exigida pelo juiz de primeira instância na decisão que libertou o empresário e o diretor da Fast Shop Mário Otávio Gomes no dia 15.

Oliveira e Gomes são acusados pelo Ministério Público de São Paulo de pagar propina a um auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo. Segundo o MPSP, o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto recebia dinheiro para aumentar e agilizar o pagamento de créditos tributários. A empresa de fachada do auditor recebeu cerca de 300 milhões de reais da Ultrafarma e da Fast Shop.

O dono da Ultrafarma e o diretor da Fast Shop foram presos no dia 12. Na decisão que soltou a dupla, proferida três dia após a prisão, o juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo, exigiu a fiança de 25 milhões de reais. Argumentou que ambos causaram graves danos aos cofres públicos.

Sidney Oliveira e Mário Gomes tinham até o dia 20 para pagar, conforme exigido pelo juiz Mello. Ambos não cumpriram a determinação, o que os levaria de volta à prisão.

Porém, a desembargadora Carla Rahal concordou com os argumentos da defesa de Oliveira, que alegou que o empresário não tem dinheiro para pagar o valor exigido pela Justiça. Esse também foi o argumento que convenceu Rahal a soltar o diretor da Fast Shop na quinta-feira (21).