A Polícia Federal concluiu o inquérito da operação Quasar, um das operações deflagradas junto com a Carbono Oculto, e indiciou 13 pessoas por organização criminosa, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. Os indiciados são suspeitos de operar uma estrutura financeira que a distribuidora de combustíveis Copape, suspeita de ligação com o PCC, usava para esconder quem de fato a controlava.

A investigação aponta como reais beneficiários os controladores da Copape, Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme Silva, conhecido como Beto Louco. As conclusões estão no relatório final do inquérito enviado ao Ministério Público Federal. Foragidos desde agosto de 2025, os dois não foram indiciados neste inquérito porque não eram alvos diretos da investigação, segundo a PF.

Entre os indiciados estão o fundador da Reag, João Carlos Mansur, e três ex-executivos do BK Bank: Danilo Augusto Tonin Elena, Camila Cristina de Moura Silva e Caio Henrique Hyppolito Galvani. Os outros nove indiciados são Marcelo Dias de Moraes, Rogério Garcia Peres, Artur Martins de Figueiredo, Ramon Pessoa Dantas, Silvano Gersztel, João Eduardo Gomes Santiago, Luis Fernando de Almeida, Paula Rios Borges e Luiz Felipe Sousa Leão Volani.

Segundo a PF, a Copape é suspeita de vender combustível adulterado e não recolher ICMS. De acordo com o relatório, a receita obtida pela venda de combustível em uma rede de postos do grupo passava por fintechs, entre elas o BK Bank. Depois era escoada por meio de fundos de investimento administrados pela Reag.

A investigação identificou o uso de empresas de fachada que simulavam compra e venda de imóveis e de títulos sem finalidade econômica. Além de esconder a origem do dinheiro, o esquema também blindava o patrimônio dos donos.

A Quasar é a segunda das operações deflagradas em 28 de agosto de 2025, junto com a Carbono Oculto, a ter a investigação concluída. A primeira foi a operação Tank, conduzida pela PF no Paraná e encerrada em novembro de 2025. Nela, Mohamad Hussein foi denunciado pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro, organização criminosa e adulteração de combustíveis.

Procurada na noite desta quarta (30), a defesa de Mohamad e Beto Louco não se manifestou. O Bastidor tenta contato com os outros investigados.