A Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar as causas da tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, um dos principais auxiliares de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele é uma das peças-chave do caso do Banco Master.
A PF negou as informações publicadas sobre a morte de Sicário. Entretanto, fontes próximas ao caso ouvidas pelo Bastidor afirmam que ele teve morte encefálica na noite de quarta-feira (4) após se enforcar com uma camisa dentro da cela na superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Mourão havia sido preso pela manhã na terceira fase da operação Compliance Zero.
Pela tarde, às 16h55, a PF publicou uma nota em que informou que Mourão havia tentado se matar. Ele foi atendido pelos policiais, submetido a um procedimento de reanimação e levado pelo Samu ao Hospital João XXIII em Belo Horizonte (MG), onde segue internado em estado grave.
Segundo as investigações preliminares, Mourão é suspeito de coordenar um grupo de vigilância de indivíduos considerados adversários de Vorcaro chamado de “A Turma”. De acordo com a PF, ele recebia 1 milhão de Vorcaro por mês para realizar os trabalhos ilícitos.
Segundo fontes que acompanharam o caso, os policiais federais viram a tentativa por câmera de segurança e foram ao local para tentar reanimá-lo. O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, já foi comunicado sobre a morte.
A defesa de Mourão afirmou que, durante o dia, Mourão esteve “em plena integridade física e mental”.

