A Justiça de São Paulo determinou, na sexta-feira (24), a prisão de Tatiane Aline Marian, ex-consultora da multinacional americana doTerra, empresa especializada na venda de óleos essenciais. Ela já era ré em um processo por extorsão e perseguição, mas respondia em liberdade. A prisão foi decretada pela desembargadora Ana Lúcia Fernandes Queiroga, que atendeu ao pedido do Ministério Público.
De acordo com o processo, Tatiane atuou como consultora independente da doTerra entre julho e agosto de 2023. A companhia afirma que ela foi demitida porque fazia promessas de “curas” para vender os óleos.
Após o desligamento, Tatiane começou uma campanha de perseguição nas redes sociais contra a empresa e seus representantes no país. Em suas publicações, ela ofendia funcionários e executivos e acusava a doTerra de operar em esquema de pirâmide, pois os 30.000 consultores precisam comprar os produtos da empresa para revender, num sistema de marketing direto. As publicações alcançaram cerca de 6 milhões de visualizações nas redes sociais – o que, segundo a multinacional, causou prejuízos financeiros e de imagem.
Em decisão anterior, a Justiça determinou a remoção de seus perfis e proibiu que Tatiane mencionasse o nome da empresa ou de seus executivos. Ela, no entanto, descumpriu a decisão e voltou a atacar a companhia.
Tatiane e seu advogado, Antônio Alberto do Vale Cerqueira, são acusados de terem exigido 350 mil dólares (cerca de 1,8 milhão de reais) do presidente da doTerra no Brasil, Glenn Paulo Bengerter, em troca do fim das publicações nas redes sociais. O valor não foi pago. O Ministério Público reformulou a denúncia e pediu a inclusão do advogado no processo por extorsão, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça.
O Bastidor não localizou a defesa de Tatiane. E ainda não há informações do cumprimento do mandado de prisão.
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