O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do processo de extradição do deputado federal Alexandre Ramagem, do PL do Rio de Janeiro, que fugiu em setembro para os Estados Unidos, dias antes de ser condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos de prisão pela tentativa de golpe de estado de 2022.
Moraes mandou enviar ao Ministério da Justiça os documentos necessários para o pedido de extradição. Ramagem vive hoje em um condomínio na Flórida. A Câmara bloqueou o pagamento do seu salário.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve levar para análise do plenário nesta semana o pedido de cassação de Ramagem. Enquanto isso, o deputado tenta negociar um asilo político nos EUA.
Segundo as investigações da Polícia Federal, Ramagem viajou até Roraima e fugiu do país pela Guiana. De lá, embarcou em um voo para os EUA com um passaporte diplomático cancelado. Para a PF, o deputado contou com a ajuda de grupo para executar a fuga. No domingo (14), Celso Rodrigo de Mello, garimpeiro de Roraima, foi preso por envolvimento.
Como mostrou o Bastidor, há uma preocupação na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que Ramagem utilize dados e documentos aos quais teve acesso durante o período em que comandou o órgão para negociar um asilo político.

