A Câmara bloqueou o pagamento do salário do deputado Alexandre Ramagem, do PL do Rio, após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar o trânsito em julgado da ação penal sobre a trama golpista de 2022 e determinar a perda do mandato. A decisão administrativa também suspende o acesso de Ramagem à cota parlamentar, usada para custear despesas do gabinete, como passagens e serviços.
Ramagem está foragido em Miami, nos Estados Unidos. Apesar de condenado e com o passaporte retido, ele deixou o país em setembro. Saiu do Rio de Janeiro para Boa Vista, em Roraima, de onde cruzou a fronteira e voou para os Estados Unidos.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado 16 anos de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado, entre eles organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Com o fim dos recursos, o ministro Alexandre de Moraes comunicou oficialmente a Mesa Diretora para que a cassação seja efetivada.
O ministro também Moraes determinou a expedição de mandado de prisão definitivo e a inclusão do nome no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), passando a classificá-lo como foragido.
Com a fuga, Ramagem forma agora uma espécie de bancada paralela do PL, de deputados foragidos. Fazem parte também Eduardo Bolsonaro, que vive no Texas, e Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália. Todos estão com os salários cortados.
Nos três casos, falta o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinar o andamento dos processos de cassação dos mandatos.
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