A defesa do dono do banco Master, Daniel Vorcaro, entregou nesta quarta-feira (6) à Procuradora-geral da República e à Polícia Federal uma proposta de delação premiada. Os chamados anexos contêm uma lista de assuntos a serem tratados na colaboração, caso seja firmada.

A partir de agora, investigadores da PF e da PGR vão avaliar se há elementos inéditos e consistentes, a ponto de valer a pena firmar um acordo de colaboração. Além de reconhecer os crimes, Vorcaro deverá detalhá-los, com nomes dos envolvidos e provas dos relatos. Só então se passará a discutir uma eventual redução da pena e o pagamento de multa e ressarcimento.

A negociação pode se alongar. A PF e a PGR examinarão a oferta de Vorcaro. Como a Polícia Federal avançou nas investigações, por meio de depoimentos e do material obtido pelas perícias feitas em telefones, computadores e documentos apreendidos, o padrão de exigência para um acordo com Vorcaro será maior.

Ao final, caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, homologar ou não o acordo e supervisionar sua legalidade.

No mês passado, após mudar de advogado e contratar o criminalista José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a PGR e a PF para tratar da delação. Ele se comprometeu a manter sigilo sobre o conteúdo das negociações, sem qualquer divulgação que possa comprometer o processo.