Não são poucas as reclamações que chegam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o desempenho do diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim. Com a saída de Jean Paul Prates, cresceu a pressão para que haja mudanças na diretoria criada em sua gestão.
As críticas já chegaram à escolhida para substituir Prates, Magda Chambriard. Ainda não há uma decisão, mas Tolmasquim começou a se movimentar por sua permanência. Está em curso uma tentativa de se mudar ao menos gerentes executivos subordinados a ele.
Abaixo do diretor, estão os gerentes Álvaro Ferreira Tupiassu (Gás e Energia), Viviana Canhao Bernardes Gonçalves Coelho (Mudanças Climáticas e Descarbonização), Daniel Cleverson Pedroso (Energia Renovável) e Cristiano Levone de Oliveira (Gestão Integrada de Transição Energética). Desses, como mostrou o Bastidor, Daniel Pedroso é alvo antigo de petroleiros ligados ao PT.
As reclamações levadas a Lula tratam da falta de um projeto robusto da Petrobras que contemple investimentos em produção de energias solar e eólica, além de combustíveis verdes. Petroleiros dizem que Tolmasquim colocou em sua diretoria pessoas que discordam do programa do governo e que emperram iniciativas.
Para se segurar no cargo, Tolmasquim tem dito que, com o novo comando da Petrobras, os planos vão começar a sair do papel. Pesa a seu favor o histórico nos governos Lula e Dilma. Ele foi da Empresa de Pesquisa Energética, estatal de planejamento vinculada ao Ministério de Minas e Energia, de 2004 a 2016.
Mais exigências
Magda Chambriard terá, entre suas missões, acelerar processos que não caminharam sob Prates na velocidade que o governo gostaria. Além de impulsionar os investimentos, há pedidos para atualizar o estatuto e as regras de governança da companhia.
A nova presidente da Petrobras ainda ouviu sobre a necessidade de expandir a estrutura das refinarias e reabrir fábricas de fertilizantes.

