A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou pediu nesta quinta-feira (19) que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Polícia Federal (PF) investiguem as origens das postagens com falas falsas atribuídas ao futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

As publicações feitas na quarta-feira (18) davam a entender que Galípolo não se preocupava com a alta do dólar e exaltava a criação de uma moeda dos Brics, que supostamente substituiria a dependência econômica do Brasil diante da moeda dos Estados Unidos.

As frases foram postadas em um dia em que a cotação do dólar disparou e passou dos R$ 6,20. O ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, afirmou que “influenciadores do setor financeiro” repercutiram as frases, o que teria causada pânico no mercado.

O perfil investigado tem apenas 3.500 seguidores, um número incapaz de provocar barulho. As frases de Galípolo foram desmentidas pelo Banco Central.

A AGU diz basear-se na lei que regulamenta o mercado de capitais para pedir investigação. Os suspeitos, caso sejam identificados, podem responder pelo crime de fraude para alterar a cotação da moeda. A pena prevista é de um a oito anos de prisão, além do pagamento de multa.

Leia as íntegras dos ofícios: