A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou nesta quarta-feira (8) o pedido da Reag Capital para fechar seu capital. Com isso, a controladora da Reag Investimentos não negocia mais ações em bolsa e e fica desobrigada de realizar ações de transparência exigidas pelo órgão de controle do mercado financeiro. Pode comercializar apenas títulos, como debêntures e participações em empresas.

A decisão de fechar o capital veio na sequência de uma reestruturação, iniciada após a operação Carbono Oculto. Nela, a polícia descobriu que fundos administrados pela empresa foram usados para lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre as operações investigadas estão a compra de empresas, para blindar a origem do dinheiro obtido nas atividades criminosas da facção.

Documentos apreendidos pelos investigadores mostraram que a Reag administrava fundos ligados ao esquema liderado por Mohamad Hussein Mourad, dono da Copape, e por Roberto Augusto Leme da Silva. Ambos são suspeitos de ligação com o PCC. A Reag estruturou e administrou fundos como Mabruk II e Hans 95, apontados como instrumentos de lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

O processo de reestruturação da empresa passou pela saída do sócio majoritário, o empresário João Carlos Falbo Mansur. Ele vendeu sua participação ao fundo Arandu, composto principalmente por executivos da própria Reag. O negócio levanta suspeitas, pois um dos novos donos, Rubens Elias Zogbi Filho, tem histórico de mau pagador, como mostrou o Bastidor.

Junto com o fechamento do capital, a Reag Capital também anunciou a venda de três subsidiárias: a Reag Specialty, ReagJus Gestão de Ativos Judiciais e a Reag Portfolio Solutions. As empresas serão administradas pela Reag Asset Managment, essa ainda controlada de forma indireta por Mansur, por meio da Lurix Capital.

Leia a íntegra do fato relevante da Reag:

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