Enquanto espera uma definição que virá do presidente Lula, o PT voltou a discutir candidatura própria ao governo de Minas Gerais. A opção se dá por falta de acordo em relação a quem apoiar. Lideranças do partido no estado afirmaram à direção nacional que não se entendem na discussão sobre as opções de alianças com candidatos de outros partidos.
Três opções estão na mesa do PT hoje, duas com maior viabilidade. O MDB, que tem o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como pré-candidato, topa uma aliança, desde que mantenha a cabeça de chapa. O PSB, que lançou o nome do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, aceita a vice numa chapa liderada pelo PT. As conversas com o PDT, de Alexandre Kalil, foram as que menos avançaram.
Mas nenhuma das opções é capaz de fazer o PT fechar questão, disse ao Bastidor um dirigente que participa diretamente das negociações. É em meio a esse cenário que o partido voltou a discutir um nome próprio para o governo de Minas, segundo maior colégio eleitoral do país.
As preferências petistas para concorrer ao governo, como mostrou o Bastidor, recusaram os convites. Primeiro, o senador Rodrigo Pacheco. Depois, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, que prefere ser candidata ao Senado. Outros nomes chegaram a ser avaliados, mas foram descartados por Lula antes de Pacheco recusar o convite.
Sem nomes considerados viáveis, o partido avalia lançar algum deputado federal, mas ninguém quer trocar uma reeleição para a Câmara considerada certa por uma candidatura tratada como quase inviável.
Lula imaginava um palanque forte para sua reeleição no estado. Está convencido de que ajudará mais o candidato que lhe apoiar do que será ajudado.

