A defesa de Jair Bolsonaro afirma que a pistola apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal num dos carros da segurança do ex-presidente estava inoperante no momento em que foi retirada de sua casa. A explicação foi apresentada nesta quarta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A defesa, também assinada pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, afirma que os seguranças de Bolsonaro haviam retirado o percussor da pistola sem o conhecimento prévio do ex-presidente, o que teria tornado a arma incapaz de efetuar disparos.
“Embora possuísse regularmente o armamento, as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário, capazes de afetar sua cognição – e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica -, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, afirma a defesa.
Os advogados dizem que Bolsonaro percebeu um problema mecânico no equipamento e entregou a arma ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, para que verificasse a falha e fizesse manutenção. “A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção”, disseram. A defesa avisou que Bolsonaro não tem interesse na devolução da arma enquanto estiver em prisão domiciliar.
Também nesta quarta-feira, a Polícia Civil do Distrito Federal comunicou a Moraes a instauração de um inquérito para apurar os fatos, que está a cargo da 17ª Delegacia de Polícia.

