O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu nesta terça-feira (3) manter a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, autorizada pela CPMI do INSS na semana passada.
Em um longo e confuso pronunciamento de 1.547 palavras, Alcolumbre disse que ouviu a Advocacia deo Senado para rejeitar um recurso apresentado por parlamentares da base governista, que pediam a anulação da votação por irregularidades numa contagem de votos em que os senadores estavam de pé ou sentados. A reunião da CPMI que levou ao pedido de anulação terminou em socos.
A sessão aprovou, em bloco, 87 requerimentos relatados pelo deputado Alfredo Gaspar, com base em descobertas da Polícia Federal sobre negócios entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como principal operador do esquema de fraudes no INSS.
Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, o impasse não se restringiu à votação de Lulinha ou aos outros 86 requerimentos em pauta, mas também ao fato de outros 25 requerimentos apresentados pela base não terem sido incluídos na deliberação.
Randolfe afirmou que havia 14 votos contrários registrados no momento da votação, mas declarou que a base “se curva” ao entendimento da Presidência do Senado, classificando a decisão de Alcolumbre como técnica e imparcial.
A troca de socos pelo sigilo de Lulinha foi inócua. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, já havia autorizado em janeiro a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente a pedido da Polícia Federal.
Leia a íntegra da decisão de Alcolumbre:

