O Banco Central decretou, na manhã desta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, do empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e investigado pela Polícia Federal. A decisão foi motivada pela falta de liquidez da instituição e pelo descumprimento de normas e determinações da autoridade monetária.
A medida também atinge a distribuidora de valores mobiliários do grupo. O BC nomeou o advogado José Eduardo Victória, sócio da MRV Advogados, como liquidante das empresas e fixou em 22 de dezembro de 2025 o início dos efeitos legais da liquidação.
O Pleno era uma espécie de filhote do Master. Lima deixou o Master em 2024 e, no ano seguinte, apresentou proposta para adquirir o Banco Voiter, então ligado ao Master. Em julho de 2025, o Banco Central autorizou a operação e a mudança de nome de Voiter para Pleno.
Como mostrou o Bastidor em novembro, a autorização para que Lima operasse o Pleno foi concedida em meio às investigações sobre irregularidades no Master. No mesmo mês em que aprovou a venda do banco, o BC denunciou os controladores do Master ao Ministério Público Federal.
Dois meses após a compra do Pleno, Vorcaro e Lima foram presos pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que apura fraudes no sistema financeiro. Ambos respondem em liberdade, mas seguem sob investigação.

