O senador Renan Calheiros criou um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. Compõem o colegiado Fernando Farias, Eduardo Braga, Esperidião Amim, Randolfe Rodrigues, Alessandro Vieira, Leila Barros, Damares Alves, Soraya Thronick e Omar Aziz.
Renan é adversário do conterrâneo Arthur Lira. Atribui a este, por sua vez, relações com o dono do Master, Daniel Vorcaro.
Os senadores poderão convocar autoridades e pessoas envolvidas no caso, solicitar informações, apresentar proposições legislativas e sugerir a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Não tem os mesmos poderes de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mas tem peso suficiente para influenciar nos desdobramentos das investigações já conduzidas pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União.
O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 após indícios de fraudes. Investigações da PF e da Procuradoria-Geral da República em São Paulo apontam que o Master captava recursos no mercado por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e os direcionava a fundos de investimento dos quais era cotista único. Esses fundos, por sua vez, adquiriam títulos de dívida — notas comerciais e direitos creditórios — de empresas sem capacidade financeira real, muitas delas controladas por pessoas ligadas aos próprios sócios do banco. Para os investigadores, o ciclo permitia inflar artificialmente os ativos do Master e desviar recursos da instituição
A criação do grupo por Renan ocorre na sequência de um pedido de criação da CPMI do Master. Já há número mínimo de assinaturas no Congresso, mas ainda depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para ser instalada.

