As diplomacias do Brasil e da Colômbia conseguiram o apoio de apenas quatro países para uma nota conjunta contra a operação militar dos Estados Unidos no território venezuelano, que resultou na prisão do ditador Nicólas Maduro.

Assinaram o documento, além de Brasil e Colômbia, o México, o Chile, o Uruguai e a Espanha. Todos são governados por presidentes de esquerda ou centro-esquerda.

O movimento, como mostrou o Bastidor mais cedo, foi liderado pela Colômbia. Contou, contudo, com forte articulação do Brasil. A expectativa era contar com mais assinaturas. A baixa adesão impediu que a nota fosse divulgada antes.

“Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”, diz o texto.

Na segunda-feira (5), o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne para debater o tema. Embora não integre o órgão, o Brasil participará do encontro como convidado. A expectativa é que haja condenação da ação militar, reafirmação da Carta da ONU e de seus princípios, além da defesa do multilateralismo, em linha com o tom adotado pelo presidente Lula em nota divulgada ontem.

Já neste domingo (4), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa de uma reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a Celac, para tratar do assunto.