A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira (21) reabrir a investigação contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de participação na tentativa de golpe de Estado de 2022.

A decisão foi tomada após o ministro Alexandre de Moraes defender a retomada das apurações sobre o possível envolvimento de Valdemar nos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Os outros três ministros acompanharam o voto de Moraes; apenas Luiz Fux divergiu.

A Polícia Federal havia indiciado Valdemar Costa Neto, mas ele não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República. De acordo com a PF, ele financiou a contratação do Instituto Voto Legal, que fez um parecer com questionamentos infundados sobre a integridade das urnas eletrônicas, além de ter desempenhado papel central na propagação de dúvidas quanto à legitimidade do sistema eleitoral.

A Primeira Turma do Supremo voltou ao caso de Valdemar ao condenar nesta terça por 4 a 1 os sete réus do núcleo 4 da chamada “trama golpista”, acusados de promover campanhas de desinformação e ataques ao sistema eleitoral brasileiro. Entre os condenados está o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Rocha.

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