A REAG Investimentos informou que sua controladora, a REAG Capital Holding S.A. (REAG RHOLSA), negocia com potenciais interessados a venda do bloco de controle da gestora. O anúncio foi feito por meio de fato relevante divulgado nesta segunda-feira (1) e ocorre dias após a operação Carbono Oculto, que apura um esquema de fraudes com combustíveis associado ao PCC, o Primeiro Comando da Capital. A Reag e o seu dono, o empresário João Carlos Falbo Mansur estão diretamente implicados na investigação.
Documentos fiscais mostram que a Reag administra fundos ligados ao esquema liderado por Mohamad Hussein Mourad, dono da Copape, e por Roberto Augusto Leme da Silva. Ambos são suspeitos de ligação com o PCC. A Reag estruturou e administrou fundos como Mabruk II e Hans 95, apontados como instrumentos de lavagem de dinheiro e fraude fiscal.
A Receita identificou que Mansur figurava como sócio majoritário do Mabruk II, fundo que adquiriu créditos de usinas em recuperação judicial, debêntures de empresas do grupo de Mohamad e notas comerciais de companhias suspeitas.
A possível venda
Segundo o fato relevante, as conversas envolvem potenciais interessados independentes e incluem troca de informações sob confidencialidade, além de discussões preliminares sobre termos econômicos e contratuais da possível transação.
A companhia afirma que não há garantia de que as negociações resultarão em acordo vinculante, nem há definição de preço, estrutura ou cronograma para a operação. A REAG diz que manterá seus acionistas e o mercado informados sobre o andamento das tratativas, em cumprimento à legislação societária e às normas da CVM.
Em nota, a Reag afirma que “nunca manteve, mantém ou manterá qualquer relação com grupos criminosos, incluindo o PCC, nem com quaisquer atividades ilícitas. A companhia atua de forma estritamente regular, sempre em conformidade com a legislação vigente e sob rígidos padrões de governança, compliance e auditoria”.
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