O coach, empresário e pré-candidato a Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, deverá encarar um pequeno inferno jurídico nos próximos meses. Apenas nesta segunda-feira (19), ele virou alvo de uma investigação da Polícia Federal e de um pedido de investigação por abuso de poder econômico, que pode levar à cassação do registro de sua candidatura.
A investigação da Polícia Federal foi aberta a pedido do Ministério Público. Na última quarta-feira (14), a promotoria solicitou à Justiça Eleitoral o início da apuração, depois de Marçal ter sugerido, sem provas, durante o debate dos candidatos na Band, que o rival Guilherme Boulos (PSOL) seria usuário de cocaína.
Já a investigação por abuso de poder político foi requerida pela candidata Tábata Amaral (PSB) e pelo MDB, partido do atual prefeito Ricardo Nunes. Ambos alegam que Marçal está prometendo ganhos financeiros a internautas, em troca da divulgação da sua candidatura.
Segundo a promotoria, Marçal não comprovou de onde estão vindo os recursos para pagar os cabos eleitorais na internet. Também não se sabe o tamanho do investimento, que pode ter extrapolado o limite do razoável, desequilibrando a disputa na capital paulista.
Caso venha a ser condenado no segundo processo, além de perder a candidatura, Marçal ficará sujeito à inelegibilidade por até oito anos. A pena poderá ser aplicada mesmo que ele venha a ser eleito e assuma. Nesse caso, o diploma e o mandato seriam cassados.
Leia as íntegras dos dois pedidos do Ministério Público Eleitoral

