Sobrou para o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, a culpa pela bola nas costas que o governo Lula levou na CPMI do INSS. O comando do colegiado e a relatoria ficaram com a oposição, contrariando um acordo estabelecido entre o Palácio do Planalto e o comando do Congresso.

Devido à derrota, a CPMI se transformou em um problema maior para o governo. Nesta segunda (8) foi ouvido o ex-ministro Carlos Lupi. Mas o maior problema da bancada governista é bloquear o desejo da oposição de convocar Frei Chico, irmão do presidente Lula, para depor. Frei Chico é vice-presidente de uma das entidades investigadas por promover descontos ilegais em benefícios de aposentados.

Após a derrota, a bancada governista se reuniu e atribuiu a maior responsabilidade a Randolfe. Contrariado com as broncas, ele chegou a colocar o cargo de líder à disposição, mas foi demovido. No fundo, porque não havia quem se interessasse pelo posto.

Desde então, as atribuições mudaram: Raldolfe passou a se dedicar integralmente à CPMI, enquanto as tarefas da liderança do governo no Congresso ficaram divididas entre o senador Rogério Carvalho (PT-SE) e o deputado José Guimarães (PT-CE), já que o senador Jaques Wagner (PT-BA) está de licença médica até outubro

O prestígio de Randolfe não é mais o mesmo. Não é pequena a pressão sobre ele.

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