Lideranças governistas na Câmara atribuem a pelos menos quatro deputados a derrota do governo na CPMI do INSS. A oposição conseguiu nesta quarta-feira (20) eleger presidente e relator da comissão, contrariando um acordo estabelecido entre o Palácio do Planalto e o comando do Congresso.

Até a manhã desta quarta estava acertado que o senador Omar Aziz (PSD-AM) seria o presidente da CPMI e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) seria o relator. Era o acordo firmado entre o governo e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Mas foi tudo por água abaixo. Na primeira sessão, foi eleito presidente o senador Carlos Viana (Podemos-MG) – 17 votos contra 14 de Aziz. O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) foi escolhido o relator.

Faltaram quatro votos para Aziz. Quatro deles seriam dos deputados Rafael Brito (MDB-AL), Bruno Farias (Avante-MG), Mário Heringer (PDT-MG) e Romero Rodrigues (Podemos-PB). Havia um acerto pela presença dos quatro, que não apareceram. Senadores da base, como Renan Calheiros (MDB-AL) e Cid Gomes (PDT-CE), também não estavam na primeira sessão da comissão.

Após a derrota, o presidente Lula convocou uma reunião no Palácio do Planalto, com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e líderes dos partidos da base para dar uma bronca.

Criada para investigar os descontos indevidos feitos nos benefícios de aposentados e pensionistas, a CPMI do INSS tem potencial para provocou o maior desgaste do terceiro mandato de Lula.