Os senadores do PT acertaram ontem o apoio da bancada à candidatura de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao comando da Casa. Pediram a segunda vice-presidência e querem ficar com a Comissão de Desenvolvimento Regional, colegiado que detém o maior volume de emendas.
Além das demandas dos senadores, ainda não assentidas por Alcolumbre, há uma tentativa do Palácio do Planalto de tirar do senador poder na indicação de membros de agências reguladoras.
Há disputas na ANP (Agência Nacional de Petróleo) – que opõe Alcolumbre ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira -, Anatel (Telecomunicações), Anvisa (Vigilância Sanitária), ANEEL (Energia Elétrica), ANAC (Aviação Civil), Ancine (Cinema), ANA (Águas) e ANS (Saúde). Nos próximos meses e anos, outras agências também precisarão de novos indicados.
O enfraquecimento de Alcolumbre, que não se consolidou, passava por uma articulação que envolvia o PSD e o MDB, além de integrantes do governo Lula, como noticiou o Bastidor em setembro.
Há no governo e no Senado insatisfação com o poder adquirido por Alcolumbre. Daí vem a sua força. Ele tem prevalência em indicações de cargos na esfera federal e controla a chave do cofre das emendas na Casa. O Palácio do Planalto não o vê como um aliado de primeira hora como foi Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

