Técnicos da Organização Mundial de Saúde detectaram falhas “preocupantes” em inspeção numa das plantas de produção da vacina Sputnik, revela documento interno da entidade obtido pelo Bastidor. Os problemas são semelhantes aos encontrados pela Anvisa, que também averiguou as práticas sanitárias do local.

São seis as principais falhas identificadas pela OMS. Elas são de todo tipo: falhas na assepsia da planta; falhas na integridade dos dados apresentados acerca da pureza microbiológica da produção; falhas na capacidade de monitorar e rastrear o material usado nos lotes da Sputnik; falhas nos mecanismos para prevenir contaminação do imunizante; e falhas até na esterilização do material da vacina.

A OMS aguarda retorno do Instituto Gamaleya, de modo que os problemas na planta possam ser resolvidos. Mas um dos técnicos envolvidos na avaliação da Sputnik disse, reservadamente, que o conjunto de falhas é suficientemente grave – e impediria, hoje, a aprovação da vacina para distribuição via Covax Facility. “Estamos falando de problemas sérios de segurança na produção de ao menos parte das vacinas”, afirmou.

Recentemente, a Anvisa aprovou o uso limitado e repleto de restrições da Sputnik no Brasil, enquanto aguarda mais informações dos russos – e da própria OMS.