Um evento esvaziado marcou nesta quarta-feira (1º) a tentativa de Flávio Bolsonaro de se reaproximar do eleitorado feminino após a crise com Michelle Bolsonaro. Reunido numa casa conhecida como QG do PL, em Brasília, o senador criticou fala misógina do amigo e influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo e tentou apaziguar o clima com a madrasta.

Na segunda-feira, em meio a uma série de ataques a Michelle, Paulo Figueiredo disse que “mulheres votam mal”. Flávio silenciou sobre o tema por dois dias. Cobrado pelas participantes durante a reunião, ele criticou a declaração. Depois, publicou em suas redes sociais o trecho da reunião em que fez a crítica a Figueiredo. Minutos depois, Figueiredo respondeu com uma postagem no X, na qual diz que Flávio fez bem em repudiar sua fala em público.  

Cerca de 80 lideranças femininas do PL foram ao encontro, um dia depois de Michelle deixar a presidência do PL Mulher. Participaram as deputadas federais Dani Cunha, Soraya Santos, Coronel Fernanda, Julia Zanatta e Chris Tonietto. Michelle Bolsonaro não apareceu. Também faltaram Damares Alves e Bia Kicis, duas das parlamentares mais influentes junto ao eleitorado conservador.

Cobrado sobre o desgaste com Michelle, o senador optou por um discurso vago, dizendo preferir deixar a situação “nas mãos de Deus” em vez de detalhar como pretende resolver o impasse. Na tentativa de amenizar o clima, agradeceu a presença da vereadora cearense Priscila Costa, vice-presidente do PL Mulher e defendida por Michelle para uma das vagas ao Senado. 

O PL avalia extinguir o cargo nacional de presidente do PL Mulher, ocupado por Michelle até terça-feira, mantendo apenas as presidências estaduais, que passariam a responder direto a Valdemar Costa Neto.