Mesmo com a aprovação do requerimento de urgência do projeto de lei que prevê punir institutos de pesquisa eleitorais que errarem prognósticos sobre o resultado das urnas, Arthur Lira enfrenta a desconfiança de líderes aliados da base do governo.
Justamente pela desconfiança dos aliados é que faltou acordo para se votar imediatamente a matéria. Falta no projeto critério para decidir o que será considerado erro e qual será a punição. É possível que a votação ocorra apenas após o segundo turno – se ocorrer.
A questão de fundo, disse um líder ao Bastidor, é que parte do grupo vê no empenho de Arthur Lira uma vingança pessoal ao Instituto Ibrape, que pertence a um amigo de seu inimigo Renan Calheiros. Com frequência o Ibrape dá vantagem aos aliados do senador em suas sondagens em Alagoas.
“É pessoal”, disse o deputado, lembrando que Calheiros e Lira são mais do que adversários.

