Arthur Lira está enfurecido com a derrota na votação da PEC que altera o CNMP. Disse há pouco a líderes que todos os “traidores” serão cortados da liberação de emendas, hoje controladas pelo presidente da Câmara.

Lira mantém, há anos, um assessor cuja função é monitorar os sistemas de contas e pagamentos do governo. Um “siafeiro”, no linguajar de Brasília.

O assessor já está levantando os nomes de quem vai perder as emendas. Deputados estão chamando o movimento de “Lista de Schindler”.

A retaliação de Lira, é claro, contribui para a crescente rejeição ao seu comando. Valdemar Costa Neto e outros líderes articulam uma alternativa à reeleição do chefe do PP, em 2023.