O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para o dia 10 de dezembro a sabatina do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a votação no plenário no mesmo dia. A agilidade coloca em risco a aprovação de Messias para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A mensagem presidencial que formaliza a indicação será lida na Comissão no dia 3. Assim, Messias terá menos de uma semana para as visitas aos gabinetes dos senadores. O prazo curto, o clima ruim para o governo no Senado – que recentemente aprovou por pouco a recondução do procurador-geral Paulo Gonet – e a oposição de Alcolumbre tornam a missão de Messias arriscada.

Alcolumbre ficou contrariado com a indicação de Messias pelo presidente Lula, pois fez campanha pelo senador Rodrigo Pacheco. Desde então, rompeu com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e vai colocar em votação um projeto que estabelece aposentadoria especial para agentes de saúde, com um custo extra de 21 bilhões de reais até 2030.

Messias precisa de, no mínimo, 41 votos dos senadores no plenário para assumir a vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Em 136 anos de República, o Senado só rejeitou indicados ao Supremo do presidente Floriano Peixoto (1891-94).

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