Apesar de negar em nota, a demissão do Ministério de Minas e Energia pegou Bento Albuquerque de surpresa. Ele foi avisado da sua saída da pasta na noite de segunda-feira, quando foi comunicado pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, em encontro fora da agenda.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (hoje), o agora ex-ministro afirma que a sua saída foi consensual e a exoneração partiu dele por questões pessoais. A justificativa é praxe em Brasília sempre que não se quer constranger os envolvidos.

Bastidor mostrou que o presidente bateu o martelo na segunda-feira em reunião com Paulo Guedes, quando chegou a conversar ao telefone com o novo ministro, Adolfo Sachsida.

O nome do ex-assessor do Ministério da Economia vinha sendo analisado pela Casa Civil. Albuquerque não soube.

No dia seguinte (terça-feira), Albuquerque ainda tentou conter a insatisfação dos caminhoneiros com o aumento do diesel.

Ao saber de sua demissão, Albuquerque disse que havia aceitado o cargo como uma missão e cabia ao presidente dizer quando ela estaria encerrada. Prometeu manter o sigilo até a publicação no Diário Oficial.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto, o agora ex-ministro não prolongou a conversa.