O deputado Delegado Marcelo Freitas, do União Brasil de Minas Gerais, defendeu o arquivamento do processo por quebra de decoro parlamentar contra seu colega Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo. Devido a um pedido de vista, a votação do parecer ficou para a próxima sessão do Conselho de Ética, na semana que vem.

A ação movida pelo PT pode levar à cassação de Eduardo, que está desde fevereiro nos Estados Unidos, onde fez lobby pelo tarifaço e pela imposição de sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes do governo em represália ao julgamento de Jair Bolsonaro.

Marcelo Freitas foi escolhido relator pelo presidente do Conselho, Fábio Schiochet, do União Brasil de Santa Catarina. Bolsonarista, Freitas é próximo de Eduardo Bolsonaro e fez diversas publicações em sua defesa.

No relatório, Freitas ignorou a participação de Eduardo Bolsonaro nas articulações que culminaram com o tarifaço. Disse não haver provas da ingerência do colega, embora o próprio presidente dos Estados Unidos tenha admitido publicamente que se tratava de retaliação ao processo contra Jair Bolsonaro no STF.

Delegado Marcelo Freitas defendeu que as declarações de Eduardo Bolsonaro, que também xingou ministros do Supremo, estão amparadas na imunidade parlamentar. Também afirmou que as ações do filho do ex-presidente não constam na lista de infrações que podem levar a qualquer punição.

Embora pudesse apresentar defesa prévia, Eduardo Bolsonaro não constituiu advogado. Um defensor público da União foi designado para falar em nome do deputado, que também não participou da sessão, ainda que tenha recebido links para assistir de forma remota.

O líder do PT, deputado Lindbergh Farias, apresentou um pedido de suspeição contra Freitas, mas a solicitação foi negada por Schiochet, que afirmou não haver nenhum impedimento legal contra o relator.

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