A votação da PEC Kamikaze azedou o clima entre o presidente da Câmara, Arthur Lira, e a oposição. Na reunião reservada com líderes partidários nesta quarta-feira, Lira enxergou na postura dos opositores uma tentativa de obstruir a sessão.
Após pedidos da oposição, nesta manhã Lira encerrou a sessão que foi suspensa ontem e abriu uma nova, em que os deputados poderão marcar presença de maneira remota.
Lira havia feito um acordo com a oposição: em troca de cooperação na Kamikaze, votaria a PEC da Enfermagem, que estabelece um piso para a categoria. Para ele, sua parte do acordo foi cumprida, mas ficou faltando cooperação da outra parte.
Nesta última semana dos trabalhos em Brasília, o risco era de não haver o número mínimo de deputados para se votar uma proposta de emenda à Constituição. São necessários 308 votos a favor para que qualquer PEC seja aprovada.
O argumento dos líderes da oposição é de que o acordo foi mantido, já que seus partidos votaram em peso pela aprovação da proposta de interesse do governo. Foram 393 a favor e 12 contra, com duas abstenções.

