Deputado federal mais votado em São Paulo em 2022, com pouco mais de um milhão de votos, Guilherme Boulos (PSOL) abriu mão de disputar a eleição de 2026. Espera ser apontado nos próximos dias pelo presidente Lula como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Para ser ministro, Boulos terá de ficar até o final do atual mandato de Lula. Se quisesse disputar algum cargo no ano que vem, teria de sair do governo em abril. Aceitar ir agora para o governo significa, portanto, renunciar a uma reeleição quase certa, na reeleição de Lula e em ser escolhido novamente ministro. É uma tripla aposta.

Boulos espera desde agosto a confirmação de Lula sobre sua ida para o ministério. Naquele mês, ele comunicou ao seu partido que deixaria o mandato para ser ministro. Com sua saída, o PSol perde seu deputado mais votado, que ajudou a eleger outros candidatos do partido. O PSol já discute alternativas a ele como puxador de votos no ano que vem.

Boulos não seria candidato a deputado de novo. Seu nome foi avaliado como possível opção ao Senado. Não é a vontade do PT, que vê mais chances de sucesso em Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Simone Tebet.

Boulos foi convidado para substituir o ministro Márcio Macedo (PT). A indefinição sobre o destino de Macedo ainda é um dos obstáculos para sua demissão: ele sonha em ser candidato ao Senado por Sergipe, mas o PT vai apoiar a reeleição do senador Rogério Carvalho. São duas vagas, mas só há espaço para um petista.

Para receber nossas notícias, clique aqui e acesse o canal do Bastidor no WhatsApp.