A Corte de Apelação de Roma informou a embaixada do Brasil na Itália, nesta quinta-feira (26), que aceitou o pedido do Supremo Tribunal Federal para extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli, do PL de São Paulo, foragida desde o ano passado após ser condenada a mais de 10 anos de prisão.

Zambelli está presa em Roma desde julho. A detenção ocorreu após seu nome ser incluído na difusão vermelha da Interpol, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, o que permitiu sua localização e captura por autoridades italianas em cooperação com a Polícia Federal. Ela havia deixado o Brasil semanas antes. Passou pelos Estados Unidos e se estabeleceu na Itália porque tem dupla cidadania.

A extradição se baseia na condenação de Zambelli pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, em articulação com o hacker Walter Delgatti Neto.

Depois da fuga, Zambelli também foi condenada a cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada nas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022. As condenações no STF resultaram na perda do mandato, em dezembro.

A decisão da Justiça italiana autoriza a volta de Zambelli, mas não encerra o processo. A defesa pode recorrer à Corte de Cassação, última instância judicial. A extradição depende também de autorização final do governo italiano.