O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre pedidos de prisão do deputado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo. Eduardo está nos Estados Unidos desde março, onde articula medidas restritivas a autoridades e à economia brasileira.
Os pedidos de prisão foram feitos pelos líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e pela deputada Talíria Petrone, do Psol. Ambos querem também a suspensão do mandato e do pagamento de salários a Eduardo Bolsonaro.
O pedido de manifestação da PGR é uma formalidade jurídica. O procurador-geral, Paulo Gonet, terá cinco dias para dizer se concorda ou não com os pedidos formulados pelos parlamentares contra Eduardo Bolsonaro. Depois disso, Moraes decidirá sobre a questão.
Ainda que seja determinada a prisão de Eduardo, é pouco provável que o deputado seja detido, devido às fortes ligações que tem com o governo dos Estados Unidos. Contudo, poderá ser preso imediatamente, caso volte ao Brasil e o mandado ainda esteja válido.
Os pedidos de deputados também incluem a solicitação de uma ordem para que o Conselho de Ética da Câmara analise com celeridade os pedidos de cassação de Eduardo Bolsonaro. Um deles já está com o relator escolhido, mas ainda não houve deliberações sobre o caso.
A articulação de Eduardo Bolsonaro, aliado ao blogueiro Paulo Figueiredo, já rendeu à dupla uma denúncia por coação, também sob a relatoria de Moraes. Eduardo Bolsonaro foi citado por edital, para garantir o andamento do processo.
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