A magistratura está pressionando Luiz Fux para receber a recomposição salarial prevista para a categoria na Constituição. O pedido veio na esteira das rebeliões do funcionalismo público iniciadas depois que Jair Bolsonaro prometeu reajuste salarial a policiais federais, rodoviários federais e penais.

Líderes de diversas entidades de classe da magistratura, dos mais variados tamanhos, também estão sendo pressionados para cobrarem o dinheiro previsto em lei do presidente do STF – que teria que falar com Bolsonaro, com quem tem uma relação de altos e baixos, ainda mais depois que mandou o presidente ir trabalhar.

E essa multiplicidade de atores e demandas incomodou uma dessas entidades, a Associação Nacional dos Desembargadores. Fontes da Andes reclamaram ao Bastidor que outras instituições classistas passaram a cobrar a recomposição salarial sem dar créditos a eles, que, dizem, teriam iniciado a discussão.

A Andes sente que está sendo excluída das conversas, principalmente por Conamp (que representa promotores de Justiça) e AMB (que defende interesses dos vários níveis da magistratura). Esses desembargadores querem receber o mesmo tratamento dispensado a eles dentro dos tribunais, onde juízes e integrantes do Ministério Público mostram deferência.

Questionados pelo Bastidor, AMB e Conamp disseram que não irão se manifestar.