O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta segunda-feira (23) que a Polícia Federal tenha acesso ao processo em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro é acusado do crime de coação. A medida deve ajudar a instruir o Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) a que Eduardo responde na corporação.
A Procuradoria-Geral da República defendeu o compartilhamento das provas, argumentando que isso poderia evitar o desperdício de dinheiro público com diligências relacionadas aos mesmos fatos já tratados na denúncia.
Eduardo Bolsonaro estava licenciado do cargo de escrivão da Polícia Federal desde que se tornou deputado, em 2015. Porém, como perdeu o mandato por faltas, sua licença acabou e ele deveria se reapresentar ao trabalho.
Desde março do ano passado Eduardo mora com a família nos Estados Unidos, onde articulou com o governo Trump o tarifaço e as sanções a ministros do Supremo, na tentativa de impedir o avanço do processo contra o pai.
Como Eduardo não voltou, no dia 27 de janeiro a Corregedoria da PF abrir um PAD, devido às faltas injustificadas do ex-deputado. O resultado final pode ser sua exoneração.

