Parlamentares do PSOL e da Rede Sustentabilidade apresentaram à Procuradoria-Geral da República nesta quarta-feira (28) um pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da condução do inquérito sobre a liquidação do Banco Master. A representação segue a mesma linha de outras feitas pelo Novo e pelo PL, sendo que a iniciativa do PL já foi arquivada.

A representação apresentada ao procurador-geral, Paulo Gonet, e é assinada pelas deputadas federais Heloísa Helena, da Rede do RJ; Fernanda Melchionna, do PSOL do RS; Sâmia Bomfim, do PSOL de SP; além do deputado Túlio Gadêlha, da Rede de PE. Os parlamentares afirmam que não pretendem reabrir discussões anteriores, mas apresentar fatos recentes que, segundo eles, reforçam a necessidade de afastamento do ministro para garantir a imparcialidade do processo.

O pedido se baseia na alegação de que familiares de Toffoli mantiveram relações societárias e financeiras com estruturas ligadas ao Banco Master. A representação cita que os irmãos do ministro, José Eugênio Toffoli e José Carlos Toffoli, e um primo, Mario Umberto Degani, estiveram associados ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Segundo o documento, parte do empreendimento teria sido adquirida pelo Fundo Arleen, apontado como integrante de uma rede de fundos ligada ao Banco Master.

Os parlamentares pedem que a PGR apresente pedido formal de suspeição para afastar Toffoli da condução do caso e solicite diligências para aprofundar a apuração dos vínculos apontados.

Eis a íntegra do requerimento: